
Nos anos 90, houve um aparelho que causou enorme frisson nas donas de casa, nos donos de bares e restaurantes e nos donos das piores vozes do mundo: o aparelho de videokê. Por trás de um complexo jogo de cartuchos e códigos, você podia escolher entre as músicas instaladas no seu aparelho e aí era só soltar a voz. Foi num desses estalos que percebi que não existia nada demasiadamente complexo por trás daquele trambolho. Eu, bem garoto na época (talvez com os meus 11 ou 12 anos), fui à casa de um amigo e, entre aventuras de videogame e o rock´n´roll recém-descoberto, ele me mostrou seu próprio sistema de videokê, feito inteirinho no PowerPoint.
O que pode ser mais Office, mais ócio, mais divertido – pensei assim que este blog entrou na minha vida?
Quando descobri esta “função” do PPT, cheguei a fazer variadas experiências. Concluí que o resultado era melhor quando escolhia músicas mais tranqüilas, de português fácil, harmonia tranqüila (sim, como primeira cobaia usei um hit da dupla Leandro & Leonardo). Depois, investi em artes bonitas, fotos exuberantes e fontes bacanas. Uma vez que eu tinha toda a apresentação montada, era só colocar o CD para tocar e ir passando os slides a cada mudança de frase. Legal!
Com os anos, fui apresentado a alguns recursos de mídia dentro do PowerPoint. Você poderia colocar um CD em seu drive e o PPT tocaria a faixa escolhida por você ao iniciar o modo de apresentação. Fantástico. Com o advento da internet lá em casa, descobri também que ele fazia o mesmo com os meus arquivos digitalizados.
Confesso que foi uma delícia voltar a esses tempos. Agora estou preparando uma canção recente do Gil. Amanhã eu posto aqui.
Abs, Y.
>Abertura: corte em foto do Banco de Imagens Stock. XCHNG.